Bem amor, não sei bem o que dizer. Na realidade parece-me até que já não és a mesma menina que conheci em tempos. E sinceramente tudo por um simples rapaz? Onde anda aquela Bruni a que o destino me juntou no primeiro dia? Aquela que me fazia rir mesmo nos piores momentos. Lembraste dela ? Eu lembro e não sei ao certo onde ela anda agora, talvez perdida no caminho que é a vida. Soubeste limpar-me as lágrimas quando chorei por ele, e será que agora consigo eu limpar as tuas ? Podia dizer-te para o esqueceres, não olhares para trás, ou mesmo nem pensares nele. Mas ambas sabemos que não é coisa fácil. Infelizmente não podemos fazer nada, não somos donas do futuro deles nem sequer do nosso. Posso dizer-te apenas que estarei sempre aqui para ti meu amor. Quando te sentires sózinha olha para o sol, ou para a lua de noite, eles também estão sózinhos e nem por isso deixam de brilhar.
Amor, não te quero ver a sofrer, quero te ver feliz como antigamente, ver aquela luz que brilhava todos os dias no teu olhar, aquela Bruna que adorava gozar, aquela miúda sempre pronta a ajudar, sempre pronta a amar, sempre pronta a oferecer um sorriso, aquela bruna sem medo sem vergonha de nada nem de ninguém. Mas sorri, sorri sempre mesmo que o teu sorriso seja triste, porque mais triste que o teu sorriso triste é a tristeza de não te ver sorrir love.
Bruninha once, Bruninha always <3
Amo-te sempre meu amor
You will be forever
12.4.11
10.4.11
Férias
Amor, sabes quanto tempo esperei para que me enviasses aquela mensagem? Por fim, chegou. Acabaram-se agora os dias, as horas a olhar para o teu numero sem que pudesse dizer nada.
Felizmente vou agora de férias com a cabeça no sitio.
4.4.11
Aquela mágoa
Sabe a lágrimas silenciosas, a noites de insónia, a manhãs de Domingo solitárias e sem sentido. Está para lá da tristeza, da saudade, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande. Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas. Depois, é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida, e o réu, o que fizermos dela. Limpam-se os destroços. Enterram-se os mortos, tratam-se dos feridos, que são as nossas feridas, feitas de saudades, de desencontros, palavras infelizes e frases insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração. Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor. Pelo menos a mágoa magoa, mas faz-nos sentir vivos
3.4.11
Believe
Eat the damn chocolate cake, get your hair wet, love someone, dance in those muddy puddles, tell someone off, draw a picture with crayons like you´re still 6 years old and then give it to someone who is very important to you. Take a nap, go on a vacation, do a cartwheel, make your own recipe, dance like no one sees you, paint each nail a different color, take a bubble bath, laugh at a corny joke. Get on that table and dance, pick strawberries, take a jog, plant a garden, make un ugly shirt and wear it all day. Learn a new language, write a song date someone you wouldn´t usually go for, make a scrap book, go on a picnic, relax in the sun, make your own home video, kiss the un-kissed, hug the un-hugged, love the unloved, and live your life to the fullest. So at the end of the day, you´ll have no regrets, no sorrows, no disappointments.
Na relidade ainda penso bastante em ti, ainda é dificil após estes anos todos, falar de ti sem que caiam lágrimas do rosto. Hoje recordo com saudade quando me ías buscar à escola, quando me davas presentes, ou quando vinhas para minha casa. Dizias que eu era a princesa dos teus olhos, que era a menina mais bonita. E que te fazia sorrir. Deixaste-me sem que eu tivesse tempo para te dizer o quanto gostava de ti, o quanto também me fazias feliz, o quanto eu gostava que me beijasses o rosto, ou mexesses no meu cabelo devagar, o quanto eu gostava que me vestisses. Eras a minha avó, aquela que ainda hoje me deixa saudade. Mas como a vida é injusta, dum dia para o outro adoeceste sem que eu desse conta, sem que eu pudesse cuidar de ti, até sem que eu te pudesse ver. Todas aquelas estúpidas promessas que me faziam: "Vais ver que a tua avó vai ficar bem"; "ela amanha já sai, vai voltar a ser a senhora que sempre foi, há-de melhorar", mas isso não aconteceu, cada vez que saias as coisas pioravam, e as visitas ao hospital tornavam-se numa rotina. Por mais que gostava de acreditar no que me diziam, sabia que só o faziam para me acalmar. Lembro-me perfeitamente de uma das últimas vezes que fui a tua casa, estavas deitada na tua cama, e com os olhos meio abertos meio fechados agarraste na mão da minha mãe e sussurraste. Fiquei aos pés da cama a ver tudo o que se passava. E chegou o dia, cheguei perto da porta, e vi um aglomerado de pessoas a chorar. Agora sabia perfeitamente o que acontecera. Tinhas partido, sem dizer nada a ninguém, o bichinho que vivia dentro de ti, e se espalhára tinha levado a melhor. Tinha agora levado a minha avó. E deixado a saudade a todos os que te eram mais queridos. Tenho saudades tuas avó, até um dia.
2.4.11
Miguel Torga
"Viajar, num sentido profundo, é morrer. É deixar de ser manjerico à janela do seu quarto e desfazer-se em espanto, em desilusão, em saudade, em cansaço, em movimento, pelo mundo além. "
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